A corrida eleitoral no Rio de Janeiro entra em nova fase
As urnas se aproximam e o tabuleiro político fluminense ferve. A disputa pelo governo do estado ganhou contornos dramáticos após o primeiro confronto direto entre os principais postulantes ao Palácio Guanabara.
O clima foi de alta tensão.
Segundo análises publicadas pelo jornal
Folha de S.Paulo, o evento foi marcado por uma forte polarização em torno de figuras de expressão nacional. Os candidatos não hesitaram em colar (ou descolar) suas imagens de nomes como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Flávio Bolsonaro e o atual governador Cláudio Castro.
Alianças e os fantasmas do passado
Frente a frente pela primeira vez, nomes como Eduardo Paes e Alexandre Ruas protagonizaram embates verbais intensos. Conforme destacou a revista
VEJA, a estratégia adotada foi a de explorar sistematicamente os chamados “fantasmas” políticos dos adversários.
Ninguém poupou munição.
* Tentativas de associação a escândalos de administrações passadas.
* O peso de carregar apoios de gestões impopulares.
* A disputa feroz pelo eleitorado conservador e progressista.
O veredito dos analistas e o fator garotinho
Colunistas do jornal
O GLOBO avaliaram minuciosamente o desempenho de cada um no palco. Notas foram distribuídas. Estratégias foram desmascaradas. Enquanto alguns tentavam manter a postura técnica, outros apelavam para o histórico de entregas e para a promessa de renovação — momento em que até mesmo a figura de um
garotinho símbolo de promessas não cumpridas foi resgatada nos bastidores dos discursos para ilustrar o descaso com as futuras gerações.
"O debate escancarou a dependência que os candidatos têm de seus padrinhos políticos, transformando o pleito estadual em uma extensão da polarização federal", apontam analistas da cobertura eleitoral.
A temperatura vai subir ainda mais até o dia da votação. O eleitor fluminense, agora, tem material de sobra para separar o discurso vazio da realidade dos palanques.