O milagre do Baenão: Remo derruba o São Paulo com gol salvador nos acréscimos

O Estádio Baenão foi palco de um roteiro improvável neste 31 de maio de 2026. Em uma partida que parecia caminhar para um empate sem brilho, o Remo desafiou as expectativas e impôs uma derrota indigesta ao São Paulo pelo Campeonato Brasileiro. Torcida do Remo vibra no Estádio Baenão após gol da vitória sobre o São Paulo

A resiliência azulina

O jogo não foi fácil. Durante quase toda a partida, o São Paulo manteve uma postura que especialistas definiram como desoladora, mas ainda assim capaz de segurar o ímpeto dos donos da casa. O sistema defensivo do time paulista parecia um muro intransponível até que o relógio avançou para os minutos finais.
"O Remo buscou a vitória com intensidade até o apito final, sendo recompensado pela insistência quando o cronômetro já indicava os acréscimos."
O herói da noite teve nome e sobrenome: Marcelinho. Foi dele o gol que explodiu as arquibancadas do Baenão, selando o 1 a 0 no placar. Uma vitória que não apenas soma três pontos, mas injeta uma dose cavalar de moral na equipe paraense.

O brilho individual de Ivan

Não se pode falar desse resultado sem mencionar a muralha que impediu o São Paulo de marcar. O goleiro Ivan foi, indiscutivelmente, um dos pilares para que o resultado positivo fosse possível. * Segurança sob as traves. * Tempos de reação precisos. * Liderança na organização da defesa. As atuações do time azulino revelam um grupo consciente de suas limitações, mas disposto a compensar com entrega física. Enquanto o São Paulo amarga uma atuação apática, a torcida do Remo celebra um feito que ficará marcado como um dos pontos altos do clube nesta edição da Série A.

Reflexos na tabela

O futebol é pragmático. Não basta jogar bem, é preciso balançar a rede. O jogo do remo hoje provou que, no Brasileirão, o domínio territorial perde sentido se não for convertido em placar. Para o clube paulista, o sinal de alerta está aceso. O desempenho apresentado dentro de campo gerou críticas imediatas, com analistas descrevendo o futebol tricolor como desprovido de criatividade. Já para o lado paraense, a vitória é o combustível necessário para a sequência da competição. O campeonato segue aberto e o Leão provou que, em casa, é um adversário indigesto para qualquer gigante.
Rafael Dantas

Rafael Dantas

escritor/jornalista